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Polícia Civil abre inquérito para apurar ameaças contra a presidente do Sinjorba

Investigação foi instaurada após Fernanda Gama relatar abordagem de segurança armado; sindicato contesta versão do Sinpojud sobre episódio

08/10/2026 07h13
Por: Carlos Valadares
 Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Além do Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Civil da Bahia também investiga as ameaças relatadas pela presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Fernanda Gama. O inquérito foi instaurado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Brotas).

A jornalista afirma ter sido intimidada no local de trabalho, no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud), na presença de um segurança armado. O episódio ocorreu depois que ela se recusou a assinar um aviso de férias entregue pela entidade na véspera do início do período.

A ocorrência foi registrada na Deam no dia 2 de outubro. Na segunda-feira (5), o Sinpojud informou por e-mail que o período de férias, inicialmente previsto para outubro, seria transferido para novembro de 2026.

Segundo o Sinjorba, no entanto, o sindicato não explicou por que o gerente de Recursos Humanos, acompanhado de um segurança armado, abordou Fernanda para que ela assinasse o aviso.

O Sinjorba também contestou declarações do presidente do Sinpojud, Manuel Suzart, ao CORREIO. Segundo o sindicato dos jornalistas, documentos, e-mails, mensagens e vídeos mostram que havia registros internos sobre a tentativa de conceder as férias desde 30 de setembro.

Ainda de acordo com o Sinjorba, no dia 2 de outubro Fernanda informou à diretoria que havia sido novamente abordada pelo responsável pelo RH, acompanhado de um segurança armado.

O sindicato afirma também que um parecer administrativo do diretor de Administração e Patrimônio, Damião Correia, reconheceu que a jornalista havia sido comunicada das férias com apenas um dia de antecedência. O documento teria determinado a desconsideração da programação e a suspensão da advertência.

O Sinjorba questiona ainda quem autorizou o pagamento das férias e do terço constitucional, realizado em 30 de setembro, e quem permitiu a continuidade do procedimento após a determinação administrativa.

A entidade também cobra a preservação das imagens das câmeras de segurança da sede e a identificação dos profissionais de vigilância que estavam no local nos dias 1º e 2 de outubro.

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