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Política corrupção passiva

Ex-presidente da Câmara de Ilhéus é preso por corrupção passiva

Os crimes que resultaram na prisão do político ocorreram entre 2013 e 2014, durante a sua gestão

29/09/2026 11h46
Por: Carlos Valadares
Dr. Jó, ex-presidente da Câmara de Ilhéus (Foto: reprodução/ g1 Bahia)
Dr. Jó, ex-presidente da Câmara de Ilhéus (Foto: reprodução/ g1 Bahia)

O ex-presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, Dr. Jó, foi preso nesta segunda-feira (28) por corrupção passiva, peculato e irregularidade em licitação.

Os crimes que resultaram na prisão do político ocorreram entre 2013 e 2014, durante a sua gestão enquanto presidente da Câmara. À época, Josevaldo Viana Machado era filiado ao PCdoB. Ele foi condenado a 15 anos e cumprirá a pena em regime fechado.

De acordo com a Polícia Civil, o homem permanece custodiado e será encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena. A prisão foi realizada pelo Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Costa do Cacau), integrante da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus), vinculada ao Departamento de Polícia do Interior (Depin).

Denúncia envolve pagamentos indevidos para contratações públicas

Investigado pelo MPBA (Ministério Público da Bahia), a prisão de Dr. Jó decorre da operação deflagrada pela instituição em 2019, da qual ele foi um dos alvos.

Segundo a denúncia, o ex-vereador recebeu dos empresários Aêdo Laranjeira de Santana, Alfredo Cabral de Assis e Cleomir Primo Santana – também denunciados – cerca de R$ 25,7 mil decorrentes de contratos superfaturados.

De acordo com o MPBA. por um contrato celebrado em 2014, o presidente teria recebido 14 mil da empresa SCM Serviços e Consultoria Contábil, de Aêdo e Cleomir Santana, em quatro parcelas de R$ 3,5 mil.

Já da Contábil Contabilidade e Informações Ltda., de Alfredo Assis, o pagamento seria de R$ 11,7 mil em quatro parcelas, para contratar os serviços da empresa nos anos de 2013 e 2014 pelo valor superfaturado de R$ 430 mil.

Em 2022, os ex-presidentes da Câmara Municipal de Ilhéus, Lukas Pinheiro Paiva e Tarcísio Santos da Paixão, foram condenados pela Justiça a 23 anos de reclusão e detenção pelo scrimes de organização criminosa, corrupção passiva, falsidade ideológica, peculato e fraude em licitação.

Paiva e Paixão presidiram a Câmara nos 2017/2018 e 2015/2016, respectivamente.

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