A uma semana do primeiro turno, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já recebeu 614 denúncias de assédio eleitoral em 2026, conforme dados atualizados na sexta-feira. O número é sete vezes maior que o registrado até o fim de setembro de 2022, quando havia 85 denúncias. As informações são da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.
Em 2022, o número de registros aumentou após a votação: foram 2.639 denúncias em outubro, 499 em novembro e 148 em dezembro, totalizando 3.371 casos no ano. Segundo o MPT, parte das denúncias é apresentada após a eleição, inclusive em situações de demissão de trabalhadores que manifestaram posição contrária na disputa. Mesmo após o pleito, o órgão mantém a investigação dos casos.
Em 2026, foram registradas 350 denúncias em setembro, 135 em agosto e 46 em julho. O Sudeste concentra 216 casos, seguido pelo Nordeste, com 153; Centro-Oeste, com 100; Sul, com 81; e Norte, com 64. Entre os estados, São Paulo lidera com 77 denúncias, seguido por Rio de Janeiro (68), Minas Gerais (61) e Paraná (37). A Bahia aparece com 24 registros.
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