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Feira de Santana deixa lista das dez cidades mais violentas do Brasil; delegado destaca integração das forças de segurança

Durante a entrevista, o delegado atribuiu parte da redução dos homicídios ao aumento da efetividade das investigações e ao cumprimento de mandados de prisão.

28/07/2026 11h51 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

Com informações: Carlos Valadares 

Por: Mayara nailanne 

Feira de Santana deixou de figurar entre as dez cidades mais violentas do Brasil, de acordo com os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Para o delegado regional da Polícia Civil, Yves Correia, a saída do ranking representa um avanço importante, mas exige cautela e continuidade das ações de combate à criminalidade.

Segundo o delegado, apesar da melhora nos indicadores, os índices de violência ainda são considerados desafiadores e exigem atuação permanente das forças de segurança.

"É um momento especial para Feira de Santana deixar esse ranking. Mas os números ainda são desafiadores. Precisamos manter o trabalho constante, com investigações qualificadas e ações operacionais para identificar os autores dos crimes e levá-los à Justiça", afirmou.

Yves ressaltou que Feira de Santana é a 33ª maior cidade do Brasil em população e a segunda maior da Bahia, fatores que aumentam a complexidade da segurança pública no município.

"Feira merece avançar cada vez mais nesse ranking. Os desafios são grandes, mas a Polícia Civil tem trabalhado de forma integrada com a Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Guardas Municipais para reduzir os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs)."

Prisões e investigações qualificadas

Durante a entrevista, o delegado atribuiu parte da redução dos homicídios ao aumento da efetividade das investigações e ao cumprimento de mandados de prisão.

Segundo ele, além das prisões em flagrante, a qualidade dos inquéritos policiais tem sido fundamental para garantir que os suspeitos permaneçam presos e sejam condenados pela Justiça.

"Não basta prender. É preciso produzir investigações bem fundamentadas para que o Ministério Público e o Judiciário tenham elementos para decretar prisões preventivas e, ao final, condenar os responsáveis."

Ele destacou ainda a integração entre Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário como um dos fatores que fortalecem as operações policiais.

Combate às facções criminosas

Yves Correia também afirmou que as forças de segurança têm intensificado o combate às organizações criminosas que atuam em Feira de Santana, inclusive com a prisão de líderes escondidos em outros estados.

De acordo com o delegado, o trabalho de inteligência já permitiu localizar criminosos em cidades da Bahia, como Simões Filho, e até mesmo no interior de São Paulo.

"Temos alcançado indivíduos que estavam fora do Estado e até pessoas que davam ordens a partir de outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. O trabalho de inteligência tem avançado bastante."

Segundo ele, além das prisões, a Polícia Civil tem concentrado esforços na investigação de crimes de lavagem de dinheiro e na asfixia financeira das organizações criminosas.

Investigações também alcançam ordens dadas de dentro do presídio

Outro ponto destacado pelo delegado foi o trabalho realizado para identificar ordens criminosas que partem do sistema prisional.

Ele explicou que as forças de segurança atuam em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Polícia Militar e Secretaria da Segurança Pública para localizar celulares e outros meios de comunicação utilizados por detentos.

"É fundamental atuar tanto dentro quanto fora do presídio. As inteligências da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Seap trabalham de forma integrada para identificar de onde partem essas ordens criminosas, reunir provas e responsabilizar os envolvidos."

O delegado afirmou que esse trabalho tem resultado em novas investigações, novos mandados de prisão e reforçado o combate às facções criminosas que atuam na região.

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