Quatro famílias foram obrigadas a deixar suas residências na Rua Vicente Reis Conceição, em Feira de Santana, na manhã desta terça-feira (02), após o cumprimento de uma ordem judicial de reintegração de posse. Os imóveis haviam sido adquiridos por meio de financiamento habitacional junto à Caixa Econômica Federal e, segundo os moradores, a decisão os pegou de surpresa.
Foto: Carlos Valadares
Em entrevista, o morador Adiomário Oliveira relatou que vive na residência desde 2019 e que continua pagando regularmente as parcelas do financiamento. Segundo ele, os proprietários nunca foram informados sobre a existência da disputa judicial envolvendo o terreno. “Quando você compra uma casa pela Caixa, assina contratos e acredita que está tudo legalizado. Hoje estamos sendo despejados de um imóvel que compramos e continuamos pagando. Para nós, tudo isso foi uma surpresa”, afirmou.
Adiomário disse ainda que as famílias não receberam qualquer alternativa de moradia e agora enfrentam um cenário de incerteza. “Não temos para onde ir. Aqui moram crianças, idosos e trabalhadores que acreditaram estar realizando o sonho da casa própria”, declarou.
O advogado Hércules Oliveira, representante da proprietária da área, acompanhou o cumprimento da decisão judicial e explicou que o processo teve início em 2017, quando o terreno teria sido ocupado irregularmente por uma empresa imobiliária.
Foto: Carlos Valadares
Segundo ele, a área pertencia a uma família que buscou na Justiça a recuperação da posse do imóvel após a suposta invasão. O advogado afirma que uma decisão liminar favorável à proprietária foi concedida ainda em 2018, período em que as casas começaram a ser construídas.“Mesmo com a existência da decisão judicial, as construções continuaram. O processo seguiu seu curso e, após o trânsito em julgado da sentença, a Justiça determinou o cumprimento da reintegração de posse referente às quatro residências”, explicou.
De acordo com Hércules Oliveira, a proprietária e suas filhas enfrentaram uma longa batalha judicial para recuperar a área. Ele afirmou ainda que a família deixou Feira de Santana após sofrer ameaças relacionadas ao conflito fundiário.
Foto: Carlos Valadares
Questionado sobre eventual responsabilidade da Caixa Econômica Federal, o advogado afirmou que não tem informações suficientes para avaliar a atuação da instituição financeira no processo de análise e aprovação da documentação utilizada para viabilizar os financiamentos.
A reintegração foi acompanhada por oficiais de Justiça e equipes da Polícia Militar. As famílias afetadas agora buscam esclarecimentos sobre a situação e tentam encontrar uma solução para o impasse envolvendo imóveis adquiridos por meio de financiamento habitacional.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
julgamentos TJBA prevê 603 julgamentos pelo Tribunal do Júri em novembro; Feira terá 22 sessões
Nova identidade Nova identidade pode ser solicitada pelo celular; veja como
trecho da BR-324 DNIT inicia nesta terça recuperação de trecho da BR-324 após buraco provocar fila de caminhões
Novembro Negro UEFS promove oitava edição do Novembro Negro e celebra 30 anos de ações de núcleo de estudantes
Acidente Motorista sofre mal súbito e provoca acidente envolvendo quatro veículos na Avenida Ayrton Senna
Interdição BR-324 registra congestionamento após interdição parcial em Simões Filho Mín. 20° Máx. 37°
Mín. 22° Máx. 38°
Parcialmente nubladoMín. 21° Máx. 38°
Tempo nublado