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Presidente de movimento comunitário aciona MPF e cobra instalação de radares na BR-324 após aumento de acidentes

Além da reinstalação dos equipamentos de fiscalização, o representante comunitário defende uma mobilização regional para cobrar melhorias na BR-324.

02/06/2026 09h17
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

O presidente do Movimento de Ação Comunitária (MAC), Francisco Paulo da Silva, conhecido como Paulo Ratinho, ingressou com uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) pedindo providências contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A medida foi adotada após a retirada de radares e outros equipamentos de fiscalização da BR-324, situação que, segundo ele, teria contribuído para o aumento dos acidentes no trecho que corta municípios como Conceição do Jacuípe, Amélia Rodrigues e Feira de Santana.

De acordo com Paulo Ratinho, a entidade encaminhou inicialmente um ofício ao DNIT solicitando, em caráter de urgência, a reinstalação dos equipamentos de segurança viária, incluindo radares e redutores de velocidade. O documento estabelecia um prazo de 48 horas para resposta, mas, segundo ele, não houve manifestação do órgão."Diante da ausência de resposta, entramos com uma representação no Ministério Público Federal para que o DNIT seja responsabilizado pela falta de medidas de segurança na rodovia. Estamos falando de acidentes fatais, trabalhadores afastados de suas atividades e prejuízos materiais que poderiam ser evitados", afirmou.

Segundo o líder comunitário, a reivindicação não se restringe a Conceição do Jacuípe, mas envolve moradores e motoristas de diversas cidades atendidas pela BR-324."Essa é uma luta de toda a região. Não é apenas de Conceição do Jacuípe, mas também de Amélia Rodrigues, Feira de Santana e outros municípios que dependem da rodovia diariamente. A BR-324 está sem a estrutura de segurança que existia anteriormente", disse.

Acidentes teriam aumentado após saída da ViaBahia

Para Paulo Ratinho, a situação se agravou após o encerramento das operações da concessionária ViaBahia na rodovia, ocorrido há cerca de um ano."Os acidentes não apenas aumentaram, eles triplicaram ou até quadruplicaram. A retirada dos radares e dos redutores de velocidade deixou a rodovia vulnerável. Os motoristas trafegam em velocidades elevadas, colocando em risco a própria vida e a de outras pessoas", declarou.

O presidente do MAC afirmou ainda que alguns pontos da BR-324 apresentam sinalização indicando a existência de radares ou redutores de velocidade que não estariam em funcionamento."Existem locais onde há placas informando sobre fiscalização eletrônica, mas os equipamentos não estão operando. Em outros pontos, os motoristas reduzem a velocidade ao visualizar estruturas que aparentam ser radares, o que acaba provocando freadas bruscas e aumentando o risco de colisões traseiras", relatou.

Trechos críticos preocupam motoristas

Entre os pontos considerados mais preocupantes, Paulo Ratinho cita a região próxima ao distrito de São Luís, em Conceição do Jacuípe, onde o fluxo intenso de veículos e caminhões exige maior controle de velocidade.

Segundo ele, acidentes têm sido registrados com frequência no trecho, inclusive envolvendo veículos de carga e automóveis de passeio."Hoje mesmo houve um acidente envolvendo um caminhão e um carro de passeio. Quem acompanha a movimentação da rodovia percebe que a situação está ficando insustentável. Precisamos de uma solução imediata para evitar novas tragédias", afirmou.

Cobrança por medidas urgentes

Além da reinstalação dos equipamentos de fiscalização, o representante comunitário defende uma mobilização regional para cobrar melhorias na BR-324.

Ele também pediu o apoio de prefeitos e lideranças políticas dos municípios cortados pela rodovia para reforçar a cobrança junto aos órgãos responsáveis."A segurança precisa ser restabelecida. O DNIT é o órgão responsável pela administração da rodovia neste momento e precisa apresentar soluções para garantir a proteção dos motoristas que utilizam a BR-324 diariamente", concluiu.

Até o momento, o DNIT não havia se manifestado sobre as reivindicações apresentadas pelo Movimento de Ação Comunitária nem sobre a representação protocolada junto ao Ministério Público Federal.

Com informações: Carlos Valadares

Por: Mayara Nailanne 

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