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Feira de Santana entre cidades com pior qualidade de vida

eira aparece entre os 10 piores desempenhos do país no ranking nacional das grandes cidades, feito pelo Índice de Progresso Social (IPS).

30/05/2026 06h59
Por: Carlos Valadares
Feira de Santana entre cidades com pior qualidade de vida

Feira de Santana está entre os 10 municípios brasileiros com pior desempenho social, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. Para o sociólogo Ricardo Aragão, o resultado reflete o contraste entre uma economia forte e a persistência de desigualdades sociais.

A cidade obteve nota 60,70 em uma escala de 0 a 100, abaixo da média nacional de 63,40, destacando-se negativamente entre os municípios com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes.

Segundo Aragão, embora Feira seja um importante polo de comércio, serviços, indústria e logística, parte da população não se beneficia da riqueza gerada. A existência de áreas com altos índices de pobreza urbana e rural evidencia essa desigualdade.

A segurança pública foi um dos principais fatores que impactaram o resultado. No indicador de Segurança Pessoal, que considera homicídios, violência urbana e mortes no trânsito, o município registrou apenas 16,70 pontos.

O sociólogo também atribui parte dos problemas ao crescimento acelerado e desordenado da cidade entre as décadas de 1970 e 1990, que gerou desafios como expansão periférica, déficit de saneamento, mobilidade precária e ocupações irregulares.

Nos indicadores de Inclusão Social e Acesso à Educação Superior, Feira alcançou 47,25 e 33,93 pontos, respectivamente. Apesar de concentrar instituições de ensino superior, como a UEFS, Aragão avalia que isso ainda não se traduz em ampla mobilidade social.

Para o especialista, o modelo econômico local permanece concentrado em setores de menor valor agregado, o que limita a geração de empregos mais qualificados e a distribuição de renda.

O IPS Brasil é composto por 57 indicadores distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. O levantamento avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros e busca orientar políticas públicas e investimentos sociais.

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