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Geral Brasil Alfabetizado

Educadores participam de formação do Programa Brasil Alfabetizado

Encontro discute práticas pedagógicas e incentivo à educação de jovens e adultos

14/05/2026 09h09
Por: Carlos Valadares
Fotos: Nara Cortez
Fotos: Nara Cortez

A Secretaria da Educação promoveu, nesta terça-feira, 12, a formação do Programa Brasil Alfabetizado. Esta iniciativa é desenvolvida em parceria com o Ministério da Educação (MEC), após adesão ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que tem como objetivo reduzir o analfabetismo entre jovens, adultos e idosos nos municípios. 

A programação concentrou-se no incentivo à leitura por meio de projetos didáticos, orientando os professores no desenvolvimento coletivo de um projeto pedagógico, que deverá ser aplicado em sala de aula até o final do ciclo do programa, com apresentação dos resultados no encerramento das atividades, na Secretaria de Educação.

“Partindo do princípio de que a aprendizagem significativa acontece por meio do protagonismo estudantil, a perspectiva da formação de hoje é promover aos estudantes a oportunidade de construção do próprio conhecimento”, afirmou Daiane Trabuco, articuladora da equipe técnica da EJA.

Na ocasião, também foram solicitados aos formadores relatórios de avaliação dos alunos e dos níveis de aprendizagem, visando encaminhar esses estudantes às instituições de ensino do município e contribuir para o acompanhamento das metas e expectativas do programa. Atualmente, a Secretaria de Educação atende mais de 800 alunos, distribuídos em 57 turmas. O público é composto por pessoas da comunidade que estavam afastadas da sala de aula e que retornaram aos estudos a partir do incentivo dos próprios alfabetizadores, selecionados por meio de edital.

A proposta do programa também prevê a preparação desses estudantes para o retorno à rotina escolar, além da orientação para que aqueles que apresentem condições de reintegração ao ensino regular sejam encaminhados às escolas da rede municipal. Alguns alunos, inclusive, já foram direcionados para essas unidades desde o início do ano letivo.

“O conhecimento deve ser construído de maneira dialógica. O professor não precisa, necessariamente, deter o conhecimento, mas atuar como mediador em parceria com os alunos, levando em consideração, principalmente, a história de vida de cada um deles e o ambiente em que estão inseridos durante o processo de aprendizagem, transformando essas vivências em objetos de estudo”, completou Daiane Trabuco.

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