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Geral Operação Amêndoa

PF e MPBA deflagram operação contra fraudes bancárias e cumprem prisões na Bahia

As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava documentos falsos para abrir contas bancárias

06/03/2026 07h32 Atualizada há 9 horas
Por: Carlos Valadares
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Polícia Federal e o Ministério Público do Estado da Bahia deflagraram, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Amêndoa Negra, que investiga fraudes contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições bancárias. Ao todo, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Itabuna e Entre Rios, no sul e litoral norte da Bahia.

A ação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPBA. As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador.

De acordo com as investigações, o grupo teria aberto 17 contas bancárias com documentos falsos em agências localizadas nos municípios de Conceição do Coité, Prado, Valença e também na cidade de São Paulo. As contas eram usadas para solicitar empréstimos fraudulentos, gerando prejuízo superior a R$ 500 mil para as instituições financeiras.

As apurações contaram com o apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (Cefra), da Caixa Econômica Federal. A partir do rastreamento da movimentação financeira, a Polícia Federal conseguiu identificar parte do grupo suspeito de receber os valores obtidos com as fraudes.

Segundo os investigadores, o esquema utilizava contas de passagem, pessoas usadas como “laranjas” e outras formas de ocultação para dificultar a identificação dos responsáveis e do destino do dinheiro.

O nome da operação, “Amêndoa Negra”, faz referência à ideia de ocultação. A metáfora remete à amêndoa protegida por uma casca rígida e escura, simbolizando as camadas de dissimulação utilizadas pelo grupo para esconder a origem e o destino dos recursos obtidos de forma ilícita.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

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