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Geral Acordo salarial

Professores de Feira de Santana ocupam predio da Seduc em protesto por atraso no cumprimento de acordo salarial

A ocupação coincide com uma paralisação da categoria nesta sexta-feira, e a assembleia marcada para a próxima semana deve decidir sobre a possível greve por tempo indeterminado

24/02/2026 11h41 Atualizada há 3 horas
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

Professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana realizaram nesta terça-feira (24) uma ocupação no predio da Secretaria Municipal de Educação para cobrar o cumprimento de uma pauta de 14 itens acordada com a gestão municipal, mas que permanece parcialmente ignorada desde 2022. Entre os principais pontos da reivindicação estão a atualização da tabela salarial, o plano de carreira e o reconhecimento da titulação dos docentes. A categoria anunciou ainda que realizará uma assembleia na próxima semana para definir uma greve por tempo indeterminado caso não haja respostas concretas.

Foto: Carlos Valadares 

Em entrevista ao Página de Noticías, a professora e líder da Associação dos Professores Licenciados do Brasil  - APLB, Marlede Oliveira, afirmou que, embora a pauta tenha sido discutida e homologada no Tribunal de Justiça da Bahia entre maio e agosto do ano passado, apenas um dos 14 itens foi atendido. “Hoje tudo está achatado. As perdas salariais chegam a 60%. Feira de Santana é um dos municípios que menos valoriza seus professores na região. Não aceitamos mais adiamentos; é hora de garantir os direitos da categoria”, disse.

Segundo Marlede Oliveira, os professores tentaram diversas vezes audiência com o secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, sem sucesso. “Estamos aguardando que ele nos informe uma data para nos receber. Eles apenas adiam, alegando estudos e cálculos, mas nenhuma resposta concreta foi apresentada”, explicou.

Foto: Carlos Valadares 

A ocupação coincide com uma paralisação da categoria nesta sexta-feira, e a assembleia marcada para a próxima semana deve decidir sobre a possível greve por tempo indeterminado. A liderança sindical alerta que, embora recursos financeiros estejam disponíveis, os direitos previstos em lei ainda não foram plenamente cumpridos, causando prejuízos significativos aos profissionais da educação municipal.

Com informações: Carlos Valadares 

Por: Mayara Nailanne

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