O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) emitiu um alerta grave nesta quarta-feira (14) sobre a persistente violência na Faixa de Gaza. Segundo o porta-voz da organização, James Elder, ao menos 100 crianças foram mortas por bombardeios e tiroteios desde o início do acordo de cessar-fogo firmado em 9 de outubro de 2024.
A estatística revela uma realidade cruel: a média de uma criança morta por dia em um território que, teoricamente, deveria estar sob proteção de uma trégua mediada internacionalmente.
Os dados confirmados pela agência detalham a morte de 60 meninos e 40 meninas. Elder enfatizou que estes números são conservadores, baseados apenas em casos totalmente verificados, e que o total real de vítimas infantis é provavelmente muito superior. Além das perdas fatais, centenas de jovens sofreram ferimentos graves, muitos deles com sequelas permanentes devido à precariedade do atendimento médico no enclave.
A situação humanitária em Gaza permanece crítica, com o Unicef denunciando bloqueios sistemáticos à entrada de itens básicos de sobrevivência. Há escassez severa de suprimentos médicos, combustível e gás de cozinha. A falta de peças de reposição para sistemas de saneamento agrava o risco de doenças, embora a agência tenha conseguido realizar campanhas de imunização e reparos pontuais em redes de água durante os últimos meses.
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