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Polícia Ações

Delegado Rafael Almeida avalia ações da Polícia Civil e projeta avanços no combate às facções em Feira de Santana

Rafael Almeida ressaltou que, embora algumas mudanças pontuais estejam sendo analisadas, o foco principal da nova gestão será ampliar operações

08/01/2026 13h21
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

Com informações: Carlos Valadares 

Por: Mayara Nailanne 

À frente da Coordenadoria da Polícia Civil de Feira de Santana desde o final do ano passado, o delegado Rafael Almeida fez uma avaliação positiva dos trabalhos realizados até o momento, destacando a importância da continuidade das ações que resultaram em números históricos para a segurança pública do município.

Segundo o delegado, os resultados alcançados em 2025, durante a gestão do delegado Izei, foram recordes ao longo do tempo e servem como base para o planejamento atual. “O que eu observo é que o trabalho precisa ter continuidade. A equipe está organizada e vem apresentando resultados expressivos”, afirmou.

Rafael Almeida ressaltou que, embora algumas mudanças pontuais estejam sendo analisadas, o foco principal da nova gestão será ampliar operações, especialmente de inteligência, com o objetivo de atingir o núcleo econômico das facções criminosas. “A ideia é incomodar o tráfico de drogas, que é o principal vetor do aumento da criminalidade na cidade”, explicou.

De acordo com o delegado, já está constatado que a maioria dos homicídios registrados em Feira de Santana tem ligação direta com o tráfico de drogas e a atuação de facções criminosas. “Muitas mortes estão relacionadas a dívidas de drogas, seja de pequenas ou grandes quantidades, que acabam sendo pagas com a própria vida”, pontuou.

O delegado destacou ainda o impacto devastador desse tipo de criminalidade, especialmente sobre os jovens. “É o envolvimento com esse mundo que termina ceifando a vida de tanta gente, principalmente da juventude. A sociedade precisa compreender que esse combate não é apenas policial, mas também educativo, para proteger nossas crianças e jovens do contato com as drogas”, alertou.

Rafael Almeida também chamou atenção para a necessidade de maior presença do Estado em áreas vulneráveis, onde a ausência de políticas públicas acaba sendo explorada pelas facções. “Quando o Estado falha em algumas frentes, esses grupos avançam sobre a juventude e a sociedade, contribuindo para o aumento da criminalidade, sobretudo dos homicídios, que são os crimes mais graves”, destacou.

Mesmo com a redução nos índices de homicídios em 2025, o desafio para este ano é ainda maior. No ano passado, o município registrou 247 homicídios, número que, segundo o delegado, tende a cair com o reforço das ações de inteligência, investimentos em tecnologia e ampliação do sistema de monitoramento por câmeras. “Diminuir o que já foi reduzido será um grande desafio, mas essa é a nossa meta”, afirmou.

Para 2026, o coordenador da Polícia Civil afirmou que o trabalho já começa com ajustes estratégicos e maior celeridade nas investigações e operações. “Queremos imprimir uma marca de velocidade e eficiência, para não perder tempo e tentar garantir um ano mais tranquilo para a população”, disse.

Questionado sobre possíveis mudanças internas, Rafael Almeida explicou que não se trata de grandes alterações na equipe, mas de ajustes pontuais. “É uma equipe afinada, um time que vem ganhando. E time que está ganhando não precisa mudar. Se houver mudanças, serão estruturais e estratégicas, apenas para ajustar o que não vem produzindo como esperado e iniciar o ano com força total”, concluiu.

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