O Departamento de Defesa dos Estados Unidos iniciou o desligamento de cerca de mil militares que se identificaram como transgêneros, conforme nova diretriz emitida nesta quinta-feira. A medida, autorizada após decisão da Suprema Corte, também estabelece um prazo de 30 dias para que outros militares trans deixem voluntariamente o serviço.
O Pentágono anunciou que irá revisar prontuários médicos para identificar integrantes com diagnóstico de disforia de gênero que ainda não se manifestaram. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou publicamente apoio à medida, afirmando que "chega de trans no Departamento de Defesa", em linha com o posicionamento do governo Trump.
A ordem já enfrenta contestação judicial, com sete ações em andamento. Uma delas envolve a comandante Emily Shilling, da Marinha, que tem 19 anos de serviço e histórico em missões de combate. Em decisão de março, o juiz federal Benjamin Settle suspendeu os efeitos da política em âmbito nacional, afirmando que não havia provas de que Shilling comprometesse a prontidão ou coesão das tropas, classificando a medida do governo como "excludente, injusta e sem fundamento".
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